O casamento tem significado diferente para homens e mulheres.

Para a mulher significa ficar mais tempo junto da pessoa amada, liberdade pra praticar sexo e a segurança de ter um herói para defendê-la em caso de necessidade.

Para o homem significa ter alguém exclusivamente para cuidar do seu bem estar, das suas roupas, suas coisas e preparar seus pratos prediletos. De preferência alguém que não exija atos de heroísmo. Significa também a perda da liberdade sexual.

No começo do casamento a mulher até gosta de brincar de casinha, organizar a gaveta de meias, organizar os papéis do marido. Como a mulher moderna não faz curso de culinária, os pratos prediletos dele passam a ser o terror do casal.

O homem gosta de ficar com os amigos e não ter hora de voltar pra casa, o que entra em conflito com a vontade da mulher que é ter o amor da sua vida sempre a seu lado.
Nas primeiras vezes que o marido chega tarde, encontra a mulher na maior crise, dividida entre pensar que seu amor sofreu um acidente, ou que ele está numa boa com seus amigos e nem se preocupou em avisar. As duas hipóteses a aterrorizam igualmente.
É claro que não aconteceu nenhum acidente, é claro que ele estava com os amigos e é óbvio que ele não imaginou que precisava avisá-la.
Depois de convencê-lo que deveria ter a consideração de avisar toda vez que precisasse demorar, que não deveria preferir ficar com os amigos, ela o perdoa, acreditando que está tudo resolvido.

Depois de muitas recaídas, ela não pensa que aconteceu um acidente, torce por um. Não um acidente fatal, mas umas costelas quebradas e uns arranhões já servem.
Enfim o jeito é se acostumar com este hábito do marido e arranjar uma distração: gato ou cachorro? Como cachorro é o melhor amigo do homem a opção é um gato. Enquanto é novidade, tudo bem, mas com o tempo e o temperamento independente do gato, isto não a satisfaz, então ela chama o marido para conversar sobre a relação. Nesta conversa ela se expõe por completo: se queixa da solidão, da decepção e critica o comportamento dele. Ele aproveita pra criticar a comida dela, o seu gato e diz que se sente sufocado. Ninguém fala em separação, ambos procuram uma solução. Decidem que o que está faltando é um filho.

Começam o planejamento: escolha do médico, exames, escolha do hospital, da decoração do quarto, a compra do enxoval, decidir quem serão os padrinhos. Enquanto ela está envolvida nestas atividades quase nem percebe que ele continua na mesma vida de sempre.
Nasceu o bebê! A felicidade é total, compartilhada com avós, tios e amigos. O pai se sente muito importante e responsável. A mãe acha que é a melhor coisa que podia acontecer. Enquanto é novidade, tudo bem, mas com o tempo ela percebe que não é brincar de boneca, é dedicação em tempo integral. O marido aproveitando a nova ocupação da mulher continua com os velhos hábitos e mais alguns. Ela cada dia mais apaixonada pela criança, preocupada com sua nova aparência modificada pela gravidez e totalmente sem esperança que seu marido dedique tempo integral à família pede conselho pras amigas. Umas dizem que ela deve se conformar, pois casamento é assim mesmo e poderia ser até pior. Outras dizem que ela deve procurar uma ocupação, uma distração. Outras radicalizam, dizendo que ela deve se separar. Nem um dos conselhos satisfaz. Conformar-se, jamais, distração e ocupação para quem tem criança pequena é quase impossível e separação na sua opinião é quando não se ama mais ou em caso muito grave. Uma nova gravidez! Que idéia genial! Com dois filhos vai ser uma família de verdade. Mais responsabilidade, menos tempo pra farra. O primeiro filho foi uma decisão dos dois, mas esta gravidez deverá ser uma surpresa.

O marido dividido entre o trabalho, os amigos e o filho nem percebe que a barriga dela está crescendo, afinal ela já estava gordinha. Quando ele percebe, quase não acredita e demonstra claramente que está chocado e não surpreso por ela ter decidido ter um filho sem consultá-lo. Ela surpresa com a reação dele fala que foi sem querer, que o anticoncepcional falhou e que quando percebeu, ficou com receio de contar.

Nasce o segundo bebê. Que bom que ele é saudável. Que pena que ela está mais gorda. Fraldas, mamadeiras e o inevitável ciúme do irmãozinho. Muito trabalho para a mãe, mais responsabilidade para o pai que descobriu que para ter um tempinho com os amigos é só diminuir o tempo com a família. Afinal uma casa com duas crianças pequenas e uma mulher rabugenta não é atrativo para nenhum marido.
Ela percebe que a idéia não foi tão boa assim, mas está totalmente apaixonada pelas duas crianças.

Hoje eles estão separados e ela está brigando por aumento de pensão pras crianças. Quanto mais dinheiro ele investir nos filhos, menos vai sobrar pra farra.
1.990

1 comentários:

Ariadne disse...

Xiiiiii, tô lascada.
Sou fora dos padroes. Casamento pra mim nao é assim. Somos dois e dividimos tudo, banho nas crianças, tarefas domesticas (apesar de ter 2 empregadas), tudo, tudo mesmo. Eu tenho meu tempo pra fazer as coisas que gosto e ele tem o dele. Somos fieis e nos amamos, mes que vem fazemos 11 anos de casados e temos 2 filhos.
Tudo perfeito.
Bjks e adorei teu blog !!! faz a gente refletir..

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